Experiências

Curtas de Brasil e Japão

Brasil x Japão 004– No centro de Dortmund, antes do jogo, apesar da grande concentração de pessoas, a polícia não tinha nenhum trabalho. O posto policial recebeu uma televisão e com isso os torcedores puderam ver o jogo Itália e República Tcheca. No calçadão, os policiais distribuíam adesivos da bandeira da Alemanha. E eles até colocavam o adesivo no rosto do pessoal. Que belezinha!

 

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Parabéns! Um mês de blog

Hoje o blog completa um mês no ar. Tem sido uma experiência muito gratificante, principalmente pelo retorno de vocês. Muito obrigado pelas palavras de carinho, força e os comentários sobre os meus textos, principalmente os críticos. Ao mesmo tempo que sinto uma saudade imensa das pessoas que amo, sei que estou fazendo um trabalho legal, pelo que posso sentir no feedback. Melhor ainda é ver a repercussão traduzida em números ou publicações, como o vídeo do Rogério Ceni, que fiz na primeira semana em Weggis, e que está com quase 35 mil acessos, ter dois textos publicados no Lance! (amanhã deve sair o terceiro), os textos na Tribuna de Minas, as entrevistas e até as imagens em que saio de papagaio-de-pirata nos jornais e telejornais. Sentir vocês vibrando comigo é maior incentivo. Espero continuar correspondendo às expectativas.

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Curtas da estréia do Brasil

A experiência que tive na terça no Estádio Olímpico de Berlim foi única. Além de ser a primeira partida de Copa do Mundo que pude ver in-loco, a magnitude da construção é contagiante. Muitas coisas merecem destaque com relação ao evento. Vamos a elas em curtas:

Brasil x Croácia 009– É impressionante o número de torcedores brasileiros que vieram para a Copa sem entradas. Na porta do estádio, um sem-número de compatriotas estavam à procura de ingresso para a estréia do Brasil. E havia também um grande número de cambistas. Os preços iam de 250 a 500 euros, variando de acordo com o setor no estádio, da barganha do cliente e quanto tempo faltava para o início do jogo. Reza a lenda que, em outras Copas, quando o jogo começa, os cambistas desistem de vender os ingressos e até davam eles para quem não tinha. Não vi se isso aconteceu em Berlim, mas várias pessoas estavam esperando por essa oportunidade. Continuar lendo

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Com lugar garantido

Fan Fest - Dortmundo 034

Sim! Agora acredito que vou aos jogos do Brasil. Hoje fui no Centro de Ingressos de Dortmund e retirei, com muita facilidade, minhas entradas para as três primeiras partidas do Brasil e um voucher que garante os meus tickets das oitavas e quartas-de-final. Os ingressos foram impressos na hora, com muita rapidez, e nele constam, além de informações do jogo e do lugar do meu assento, o meu nome. Dentro dele tem um chip com todas essas informações também. Ele é, virtualmente, pessoal e intransferível, mas acho que não vai ficar ninguém na portaria conferindo todos os nomes. Fui verificar, por curiosidade, quanto está valendo esses meus ingressos no site que eu coloquei aqui no blog anteriormente. As cinco entradas, juntas, valem em torno de R$ 10 mil! Se for fraco, dá até pra balançar. Mas são meus e ninguém tasca!

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International Broadcast Center

Torcedores 029A casa dos jornalistas na Alemanha fica em Munique. O IBC, International Broadcast Center, é o maior centro de mídia construído para a Copa. Logo na entrada já é possível sentir o clima do evento, com uma imensa réplica da bola da Copa, intitulada de “Espírito de Equipe”, e que fica em uma base que solta água, rodando o objeto de granito. De dentro do prédio, representantes de 200 nações passam todas as notícias para os seus países. A maior parte das equipes esportivas fica na cidade para as transmissões. O IBC foi inaugurado no fim do ano passado e disponibiliza todos os meios para a realização de qualquer tipo de transmissão. Mas tudo é pago. E os preços são caros. Um ponto de Internet, por exemplo, não sai por menos de R$ 1.500. Entretanto, é um gasto necessário e já está no orçamento de quem quer fazer a cobertura de uma Copa do Mundo. Somente os credenciados pela Fifa podem usufruir do local. Novamente fiquei só na entrada. A segurança é bastante rígida na entrada do centro. Todos os jornalistas têm seus pertences cuidadosamente revistados para evitar qualquer problema. Durante toda Copa, também, estão previstas coletivas com diversas personalidades ligadas a Copa do Mundo.

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Fan Fest em Munique

Torcedores 039Hoje o Olympiapark foi uma boa opção para ver os jogos da Copa. Como não era uma partida dos anfitriões, a praça esportiva teve menos gente, mas ainda assim ficou lotada. De acordo com os policiais que faziam a segurança do local, cerca de 20 mil pessoas passaram pelo complexo esportivo, metade do que compareceu ontem para ver a abertura do mundial. O Olympiapark, por sinal, é formado por vários ginásios, áreas verdes e um lago. E na beira desse lago foi construído o telão que transmitirá todos os jogos do torneio. Na frente do telão tem um pequeno morro que foi transformado em arquibancada, com todos sentados no gramado, naquele ambiente “bem família”. Durante os intervalos dos jogos, dois locutores se revezam animando os torcedores e distribuindo prêmios, inclusive ingressos da Copa. Hoje, um felizardo ganhou uma entrada para o próximo jogo em Munique, Tunísia e Arábia Saudita (deixo a concordância do “felizardo” para você). Locais como este existem em todas as cidades-sedes e são denominadas Fan Fest. É, realmente, o melhor lugar para os fãs de futebol que não têm ingressos.

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cadê os telões?

Torcedores 016É claro que a Copa só está começando, mas pelo menos Munique já me deixa uma impressão negativa. O clima gerado pelos torcedores antes da estréia foi empolgante. Vários fãs, de muitas nacionalidades, desfilando caracterizados pelo centro da cidade. A maior parte não tinha ingresso e por isso o Olympiapark era o destino para quem queria ver o jogo e sentir o clima de um estádio de Copa do Mundo. Mas ao contrário do que muita gente imaginava, somente o estádio foi liberado para transmitir o jogo e não a praça esportiva, com mais espaço e que caberia mais pessoas. Resultado: faltando duas horas para o jogo de abertura, o metrô local estava extremamente lotado. Todos querendo ir para a arena e ver o jogo no telão. Então, o alto-falante informa que o estádio está lotado e que não seria mais permitida a entrada de pessoas na área. Pronto. Caos total. Milhares de pessoas caminham sem rumo pela cidade procurando um local para ver o jogo. Não havia informação de nenhum outro telão em Munique. Fui para a Marienplatz, na região central da cidade-sede, na esperança de que, em algum lugar por ali, houvesse um telão. Nada. Por fim, eu queria pelo menos ver o jogo. Nem que fosse numa tv de 14 polegadas. E milhares estavam na mesma situação. Acabaram se amontoando em frente a vitrines, dentro de lojas e qualquer outro lugar que houvesse um televisor. Ainda assim, os torcedores fizeram uma bonita festa, apesar de alguns terem exagerado na bebedeira e provocado alguma baderna. Presenciei até um alemão quebrando uma vitrine de um bar. Mas foi um fato isolado. O resto foi alegria e comemoração pela vitória da Alemanha no jogo inicial.

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Copa, vem ni mim!!!

Faltam pouco mais de duas horas para o início da 18ª edição da Copa do Mundo. Acabei de chegar em Munique e já estou instalado no meu “cafofo”. A cidade está com um clima muito empolgante. Desde a estação de trem é possível encontrar torcedores de todas as nacionalidades caracterizados. A festa é bonita e entusiasmante. Agora vou para Olympiapark, lugar principal aonde os torcedores vão se reunir para ver o jogo. E às 18h (13h no Brasil), Alemanha e Costa Rica abrem esse maravilhoso evento. Parafraseando um amigo meu: “Copa, vem ni mim!!!”

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curtas

– O mais novo personagem da Turma da Mônica é Ronaldinho Gaúcho. Já está em circulação a primeira edição da revista que leva o nome do jogador e que tem como tema principal o esporte e seus benefícios. Ronaldinho está muito feliz com o projeto e pediu a divulgação do seu mais novo produto. Somente um recebeu a mesma homenagem do desenhista Maurício de Souza: Pelé. Ao menos nisso, os dois já estão equiparados.

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Se vocês fizerem uma vaquinha, eu vou na final…

É claro que o mercado negro de ingressos chega ao seu auge durante um torneio mundial, principalmente na Copa do Mundo. Não importa qual o tipo de competição, qual a dificuldade para se obter os tickets e há quanto tempo as entradas estão esgotadas, sempre tem os famosos cambistas trabalhando nos arredores das praças esportivas. Geralmente não se sabe como conseguiram esse objeto tão desejado e quanto pagaram por eles. E, é claro, preços exorbitantes são cobrados e nunca está descartada a possibilidade do produto ser falsificado, causando uma dor de cabeça imensa nos clientes. Durante a minha jornada até aqui, encontrei vários desses “comerciantes”, uns se dando bem, outros não conseguindo sucesso. Alguns deles me afirmaram que iriam para a Alemanha e tinham ingressos para vários jogos, inclusive a final. Apesar de acreditar, eu nunca compraria uma entrada na mão dessas figuras, pela simples chance de perder (muito) dinheiro. O fato novo, pelo menos pra nós, é que na Europa essa “profissão” é legalizada e existem até empresas conceituadas no ramo. Uma dessas empresas é a Euroteam.info, que vende tickets, com ágio, para os principais torneios do mundo, nas modalidades mais variadas. A fama é tão grande, que jornais alemães indicam freqüentemente o site como a forma mais segura para conseguir acesso aos eventos esportivos que se deseja. Para se ter uma idéia da “seriedade” da Euroteam.info, eles garantem uma restituição de 200% do valor pago se o cliente tiver problemas para entrar nas praças esportivas. Para tanta garantia, os preços vão para as alturas. Chegam na casa dos R$ 20 mil por pessoa para ver a final da Copa com a regalia de ter um tratamento VIP (são recebidos com champagne, têm transporte para o estádio garantido e até recebem um “lembrancinha” do jogo). Bem, pra quem pode pagar, não é necessário enfrentar filas. E para quem quiser visitar o site, o endereço é http://www.euroteam.info/

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Barrado

Infelizmente, ficou muito mais difícil conseguir acesso à Seleção Brasileira. Como não estou credenciado pela Fifa, não tenho como chegar perto dos jogadores, comissão técnica e treinos do Brasil. Na frente do hotel, guardas foram colocados para só permitir jornalistas credenciados na área. Ainda assim, vou tentando de tudo pra conseguir chegar aos lugares que eu possa conseguir notícias. Hoje, os jogadores foram duas vezes ao Zagallo Arena para treinar. De manhã, fizeram treinos de fundamentos priorizando a bola parada. Para Parreira, a maior preocupação de todas as seleções são as jogadas aéreas. O destaque do treino, pra variar, foi Juninho Pernambucano, que fez três gols e acertou uma bola na trave em quatro chutes. Ronaldinho, Rogério Ceni e Julio César também brincaram de tentar acertar o travessão e acertaram, se revezando, cinco chutes seguidos. Já à tarde, a Seleção fez novo treinamento tático. Na quinta, o Brasil deve fazer um único treino aberto, na cidade vizinha de Offënbach. Somente quem pegou o ingresso antecipadamente poderá ver os pentacampeões do mundo. Isso mostra que toda a festa que aconteceu em Weggis não vai se repetir na Alemanha. Acho melhor assim. Com isso, o único foco é a competição que vem pela frente.

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Segunda parada

A cidade de Königstein é a segunda parada do Brasil na preparação para a Copa do Mundo. Aqui a Seleção vai ficar até o fim da primeira fase. A cidade tem cerca de 15 mil habitantes e fica 20 km distante de Frankfurt, a grande cidade da região. Aos pés das ruínas de um castelo medieval (por isso Königstein – Pedra do Rei), a população vive praticamente em função da cidade vizinha e mostra que não está muito preparada para receber turistas estrangeiros. São poucos os que falam o inglês, mesmo em hotéis e pontos comerciais. Com relação a Weggis, por exemplo, que é quatro vezes menor, a cidade não possui uma estrutura suficiente de restaurantes, acomodações e transporte para atender o grande número de pessoas que vêm à região para acompanhar o Brasil. Os guardas são de outras cidades, por isso não têm conhecimento da área. Até o centro de informações não sabe tudo da cidade. Quando perguntei se havia algum lugar para passar notícias, a moça que trabalhava no centro me disse que não tinha lugares em Königstein com acesso à internet. Resolvi dar uma volta na cidade e encontrei uma lanhouse… Os jogadores estão hospedados no Hotel Falkenstein, num bairro mais afastado do centro da cidade. Uma diária no hotel varia entre 300 e 450 euros. Os treinos vão ser no Zagallo Arena, sem a presença de público. Aliás, o Velho Lobo ficou surpreso e feliz com a homenagem. No domingo, o Brasil parte para Berlim, onde estréia contra a Croácia, dia 13.

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Genebra

A cidade de Genebra fica no sudoeste da Suíça e tem cerca de 200 mil habitantes. Pela proximidade com a França, a língua predominante é o francês. Além da língua, boa parte da população parece ter aspectos comportamentais parecidos com os do vizinho. Cheguei ontem à noite na cidade e tive muita dificuldade para conseguir informações. Muitos não falavam o inglês e alguns até se negavam a me ajudar. Os mais solícitos eram os que não haviam nascido na localidade. Pude presenciar também uma situação interessante: um casal de suíços, mas da parte mais próxima da Alemanha, que estava mais perdido do que eu em Genebra. Eles não falavam francês, não sabiam como funcionava o transporte público e não tinham nem idéia de como obter informações. Realmente é um país segmentado. E além do alemão e do francês, o italiano também é língua oficial da Suíça. Essa diversidade de idiomas causa dificuldades até na seleção nacional deles. O estádio de Genebra fica um pouco afastado do centro. Com capacidade para 30 mil lugares, ele dificilmente lota, mesmo em grandes jogos. E isso está gerando um desconforto entre os investidores, que gastaram a bagatela de 200 milhões de francos (380 milhões de reais) para construir o Stade de Genève. Mas para o jogo do Brasil, todas as entradas foram vendidas. E, com isso, já é possível encontrar, agora de manhã, cambistas vendendo ingressos quatro vezes mais caros que os vendidos oficialmente. E aqui o pessoal paga. Agora, o Milionário e José Rico suíço estão ensaiando de novo. Meu Deus! Vou ter que escutar isso outra vez?!?

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Adeus, Weggis

E como amanhã de manhã eu vou partir para Genebra, faço agora uma pequena avaliação desse período aqui em Weggis. Com relação à organização local, inexperiência, mas também boa vontade. Todos os jornalistas gostaram da assistência recebida durante a preparação na cidade. Os assaltos não devem ser resolvidos, mas também não podemos culpá-los, pois a cidade não registrava um roubo havia quatro anos e a Suíça também não está acostumada com a situação. A forma como os objetos roubados foram restituídos é exemplar. Nos treinos, nenhuma ola foi completada, mas o comportamento da torcida (tirando os que invadiram o campo) é algo a ser elogiado

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Isso é coisa de primeiro mundo

Sei que já falei sobre isso em posts anteriores, mas acho que é algo que vale a pena ser repetido. A Thermoplan, que patrocina a preparação do Brasil em Weggis, restituiu os dois notebooks e a máquina digital roubados na sexta passada. Há pouco foi feita a entrega dos equipamentos para as “vítimas”, com a presença de Dominic Steiner, presidente da empresa de café, que pediu desculpas pelo ocorrido e prometeu fazer de tudo para achar os culpados. Pra mim, é uma atitude que deveria servir de exemplo para o nosso país, que tem a credibilidade arranhada até pelos nossos próprios representantes no governo. Se é no Brasil, eram até capaz de culpar os roubados por “desleixo”. Aqui não: toda a assistência foi dada, independente de quem roubou os equipamentos. Teve jornalista que disse que “eles não fizeram mais que a obrigação”. Com certeza, tudo seria mais fácil no Brasil se todos cumprissem com suas obrigações.

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