Não resisti

E finalmente, amanhã, começa a Copa do Mundo. Talvez nunca na história das Copas tenha havido uma certeza tão grande de que uma seleção será campeã. E esse favorito é o Brasil. Não há dúvidas que a Seleção Canarinho tem os melhores jogadores do mundo. Ronaldinho, Ronaldo, Kaká e companhia formam o time mais caro do torneio e contar com qualquer um desses jogadores é um sonho para os adversários. Entretanto, sobre esse favoritismo, vou repetir algo que já coloquei numa das minhas colunas: a chance do Brasil não ganhar a Copa é muito grande.

Juntando a estatística e o chutômetro (ciências exatas de matemáticos e comentaristas futebolísticos), o Brasil tem de três a quatro vezes mais chances de ganhar a Copa que qualquer outra seleção. Considerando que temos de 8 a 10 times fortes no torneio que podem levantar o caneco, a nossa seleção tem cerca de 30% de chance de ganhar, contra de 8 a 10% das outras. Mas vendo por outro lado, são 30% de ser o campeão e 70% de não ser. Partindo disso, eu começo com minha opinião: não acho que o Brasil será campeão dessa Copa do Mundo.

Antes de mais nada: sim, estou torcendo para o Brasil. Acredite ou não. Mas tenho muitos argumentos para esse possível fracasso. Esse aí em cima é um. O outro é histórico: é muito comum um favorito ao título perder nessa competição. Não vou me alongar, mas o Brasil não era o grande favorito e venceu em 94 e 2002 e a França levou em 98 batendo na final o principal favorito, a nossa seleção. Aliás, a boa campanha em casa é uma constante também nessa história. Por isso a Alemanha, assim como os times europeus, jogam com o fator torcida e pressão (nos árbitros, principalmente) a favor. Por fim, um pensamento: na F1 dos últimos tempos, o alemão Michael Schumacher venceu cinco títulos seguidos e só parou quando uma das inúmeras tentativas de equilibrar a competição deu certo. Acho que chegou a hora “que vão parar o Brasil”, em nome da competitividade. Raciocine comigo: o Brasil tem cinco títulos mundiais. Quem mais se aproxima da gente são Itália e Alemanha, com três. Se vencer, a nossa seleção fica com o dobro de títulos com relação ao segundo maior campeão. E tem mais: as próximas competições serão na África do Sul e no Brasil (praticamente certo). Uma em campo neutro e outra em casa. Nas duas o favoritismo é nosso.

O interesse pela F1 diminuiu no reinado absolutista do alemão. Não querem o mesmo para as Copas do Mundo. “Quem será o campeão, então?”, você me pergunta. Pra não ficar em cima do muro, vou dar só dois palpites: Inglaterra, com um time muito forte e com tradição, e Holanda, também forte e sem o peso da responsabilidade de ganhar o torneio. E se o Brasil ganhar, não venha me cobrar. Estou fazendo a minha parte. Sempre que os comentaristas falaram que o Brasil não ia ganhar, vencemos. Vide 58, 70, 94 e 2002. E em 50, 66, 82, 86 e 98, a nossa seleção saiu daqui com elogios rasgados da imprensa. E em 2006? A partir de amanhã, começamos a presenciar a história.

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